Um de nossos trabalhos-prazeres mais preciosos é o diálogo com a Educação e Cultura.

As Formações afirmativas que criamos nasceram da necessidade que observamos enquanto educadores, de colocarmos em prática a lei de ensino 10.639/03,

que em seu artigo 26 descreve que “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.”

A Era uma vez o Mundo desenvolveu dois projetos culturais que leva aos espaços de educação, com o objetivo de instrumentalizar profissionais docentes, a respeito da aplicação pedagógica desta Lei, além de criar imagens positivas relacionadas aos temas de culturas afro-brasileiras dentro do cotidiano escolar.

O Projeto de Leitura Era uma vez o Mundo foi pensado a partir dos livros que escrevemos e ilustramos com nosso selo: Erê, Mariana e Super Black Power. Para cada um dos nossos livros-brinquedos produzimos uma oficina de contação interativa de história em que a coletividade é fundamental para a construção de sentidos dos textos.

Com base em pesquisas e coletas de títulos de obras infantis e infanto-juvenis em que a criança negra é protagonista, e também textos que apresentam a diversidade das culturas afro no Brasil, complementamos este trabalho, de forma mais aprofundada, propondo reflexão e produção de planejamento pedagógico para profissionais da Educação.

Nosso objetivo é criar uma rede capacitada de professoras e professores que se identifiquem com as particularidades e riquezas das culturas de matriz africana, transformando em positivo o panorama negativo em que elas estão localizadas no ambiente escolar, por conta do atravessamento do racismo institucional.

Nosso outro projeto de educação e Arte é a Exposição Boneca Preta é Identidade. Nele apresentamos biografias de mulheres negras reais, brasileiras de diferentes tons de pele, transformadas em bonecas de pano da Era uma vez o Mundo.

Dialogar os temas da negritude com os elementos da infância, em especial na figura da boneca negra, tem possibilitado construirmos referenciais positivos em torno da imagem forte e atuante da mulher na nossa sociedade, expondo para públicos diversos a potência do feminino e da negritude.

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